segunda-feira, 7 de junho de 2010

Capitulo 9 – Sonho


“Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Más há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isso não tem importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.”
(William Shakespeare)

Olhei para a janela. Foi me dando sono. Acabei adormecendo. O sono me levou para minha antiga cidade. Conhecia cada detalhe.Cada rua. Cada esquina. Vive minha vida aqui. Aqui era meu lar. Meu lar.

Caminhei para perto de um rapaz. Ele olhava o por do sol. Era o por do sol mais lindo que eu tinha visto em toda a minha vida. Tinha em seus tons do laranja mais calmo ao vermelho mais nervoso e o azul celeste banhando a nova noite que surgia.

Era a cena perfeita. O local perfeito. A sensação mais perfeita. Tive medo de avançar. Tinha medo de ser humilhada novamente. Sera que era quem ele? Não dava para ver seus traços. Estava contra luz. Era lindo. Parecia uma pintura em seu jeito único.

Xxx: - Rose? È voce? – ele começou a se virar para mim.
Rose: - Sim sou eu.

Fiquei parada. Ele veio em minha direção. Parecia estar feliz. Como se tivesse vendo um tesouro a muito tempo perdido. Parecia estar encontrando algo muito valioso para ele. Ele se aproximava mais de mim.

Xxx: - Sabia que um dia voce voltaria.
Rose: - Sabia?
Xxx: - Sim. Sempre soube que voce voltaria.

Ele me abraçou como se fosse algo que ele queria me fazer a muito tempo. Seu perfume entrou nas minhas narinas quase queimando. Seu abraço era firme e cheio de saudade. Era ele! Era ele! 

Ele parou de me abraçar e me olhou. Seus olhos cheios de lagrima me olhavam com uma saudade e inexplicavel. Era incrivel o brilho dos seus olhos. E como se fosse perfeito veio e me deu um doce beijo nos meus labios. Era ele! Era ele!

Rose: - Caaaaaaaaaaaaaaaio.
Gabi: - Rose? Tudo bem?
Rose: - Ahn? Como? Cade ele?
Gabi: - Cade quem?
Rose: - O Caio?
Gabi: - Foi so um sonho Rose. Olha estamos em minha casa. O que aconteceu?
Rose: - Nossa parecia tão real. Ele estava lá. Era ele. Era ele.

Meus olhos não conseguiu segurar as lagrimas. Era ele. Era ele. Mas por que eu tava tão tensa assim? Por que eu chorava por uma pessoa que nem fez tanta diferença para mim. E agora eu sonho com ele e acordo desse jeito. O que esta acontecendo comigo?

Demorei para pegar novamente no sono. Aqueles olhos pairavam em minha mente ainda. Caio. Por que o Caio. O que isso quer dizer? No fim das contas voltei a pegar no sono.

Espera poder sonhar novamente. Mas foi em vão. Dormi em um sono calmo. No dia seguinte so me restava poucas lembranças do sonho. Nem me lembrava direito dos detalhes.

A Gabi passou o dia todo querendo saber mais detalhes do Caio. Mas o que eu poderia falar? Se não tinha mais nada para dizer. Nem eu entendia por de tudo isso. Nem sei por que eu estava pensando tanto assim nele.

Por mim ele poderia morrer que não faria diferença para mim. Ele era um zé ninguem na minha vida. Entrou na hora errada, no lugar errado, e na vida errada. Que se dane ele!

Peguei meu celular. Olhei a foto dele lá. Pensei em apagar. Por que eu ficaria com uma foto dele no meu celular? Mas por outro lado. Aquela era a única coisa que eu tinha dele comigo agora. Então: Não apagarei! Tomei uma decisão.

Os dias passaram... E no fim de tudo acabei me esquecendo daquela noite toda. Ate da foto dele eu me esqueci.Tambem o João, começou a entrar na minha vida. Todo dias ele deu para ir me buscar na escola. A Gabi que nunca nega nada aceitava.

A verdade que eu e o João estavamos nos tornando grandes amigos. Voltei ir na casa da mae dele. E fui algumas vezes no apartamento dele. No fim das contas o João era muito legal. Nem parecia ser rico.

Meu celular toca. Olho. È o João.

Rose: - Alo? João?
João: - Sim Ro, to ligando para dizer que não vai para te buscar hoje, desculpa ta?
Rose: - Magina João. Tem nada não. Sera bom uma caminhada para mim e a Gabi.
João: - Ok. Beijos.
Rose: - Beijos.

Desliguei. Teria que ir para casa sozinha hoje. A Gabi não veio na escola hoje. Não estava se sentindo muito bem. Então teria um bom caminho para pensar na vida.

Caminhei para fora da escola. Tinha que me apressar. Estavamos no inicio do inverno. E começaria a fazer frio. Tinha esquecido meu casaco na casa da Gabi. Ela me traria hoje mas como ficou doente. Tudo bem né? So não posso ficar doente tambem.

Xxx: - Ei voce!

 Olhei para tras. Tinha uma moça. Ela era muito bonita. Tinha cabelos ruivos e longos. Uma aparecencia de uma patricinha de cidade grande. Como eu era antes de vir morar aqui. Mas pensei que ela estava falando com outra pessoa e segui me caminho.

Continuei caminhando. E novamente...

Xxx: - Ei voce.. Voce que esta de bolsa lilas.

Então eu vi que era a única que estava na rua. Supostamente a menina estava me chamando. Para que? Por que? Parei. Esperei a menina se aproximar de mim. Ela caminhava diferentemente. Não parecia morar aqui. Tinha algo diferente nela.

Xxx: - Rose Bittencourt? Voce é Rose Bittencourt né?
Rose: - Coo…coo.como voce sabe?
Xxx: - Eu sei de tudo. Tudo sobre voce.
Rose: - Quem é voce?
Xxx: - Eu sou Sabrina Alburqueque.
Rose: - De onde voce me conhece?
Sabrina: - Isso importa?
Rose: - Sim?
Sabrina: - Não!
Rose: - Como?
Sabrina: - Queria te oferecer um emprego. Voce deve ta sentindo falta da sua vida boa de Chicago.
Rose: - Como voce sabe ...
Sabrina: - Voce so sabe perguntar isso? Oh! Se voce quiser um emprego me procure nesse numero.
Rose: - Que tipo de trabalho?
Sabrina: - Um que da muito prazer.
Rose: - Voce estuda no colegio?
Sabrina: - Claro.
Rose: - Por que nunca te vi?
Sabrina: - Deixe de perguntas
Rose: - Voce sempre de segredinhos. Isso já esta me irritando.
Sabrina: - E eu com isso?

Foi tudo  que ela disse antes de sair. Me deixando parada ali.

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