“Somente quem é da realeza pode ter seus sonhos sempre atendidos. Afinal tudo que eu quero... Eu posso. Eu tenho!”
Hoje começa mais um dia de aula. Arrumei o meu cabelo e vesti uma roupa de minhas inúmeras roupas de marca. Eu tinha tudo o que eu queria e sonhava ter. Não havia nada no mundo que se eu quisesse não conseguisse. Eu era uma das meninas mais bonitas da escola toda. Era desejada por todos os meninos. Morava no bairro mais nobre da cidade em uma casinha, ou melhorem uma mansão grande. Morava junto com a minha mãe, Natalia e meu pai Jorge. Era a família perfeita. Rica, e perfeita.
Natalia: - Rose, filha vem logo. O motorista está esperando você.
Bom, o meu motorista particular se chamava João. Eu tinha tudo que queria. Então eu quis um motorista somente para mim. E conseguir! Eu era dona de todos os meus sonhos. Sempre que eu quisesse algo era só estralar os dedos.
Fui para escola e lá encontrei as meninas. Diziam ser minhas amigas, mas eu sabia que só andavam comigo por popularidade em troca eu queria ser bajulada em todos os sentidos. E sempre! A única que eu realmente gostava era Julie. Era legal diferente das outras sanguessugas.
Julie: - Rose, amiga que roupa linda.
Rose: - Obrigada amiga.
Entramos para nossa sala de aula e lá estava o Leonardo, ele era simplesmente perfeito com seus cabelos pretos, com estilo e lindo, e seus penetrantes olhos verdes. Sempre quis ficar com ele (e vou ficar com ele, ou eu não me chamo Rose Bittencourt), mas me fazia da difícil. Também sabia que ele me queria. Ele me comia com os olhos. Chegava até baba às vezes.
Leo: - Ola, Rose. – sorriu e piscou para mim.
Rose: - Oi Leo. – sorrir de volta.
Leo: - Você esta muito linda, Ró.
Sorrir novamente e fui me sentar em meu lugar. As primeiras aulas foram como sempre: chatas! Saindo para o intervalo fiz umas das coisas que eu mais gosto. Perturbar a Fernanda. Bom a Fernanda é daquelas meninas chatas, sem graça. Ela era uma crentinha. Sempre andava com uma bíblia na mão. Era sem sal e se vestia super mal. Alem de ser uma bolsista na escola. Resumindo ela era um zero a esquerda.
Rose: - Olha a Fernanda a crentinha quentinha da escola.
Fee: - Oi Rose.
Rose: - Oi nada. Quero que me respeite sua vadia crente. Quem pensa que você é.
A Fernanda ficou simplesmente abismada para mim. Sempre sei colocar as pessoas no seu lugar. Claro, sempre abaixo de mim. E foi assim que ela ficou. Maldita chata, ela sempre me irrita com esse olhar de serenidade e confiança. No rosto dela tem um brilho que me incomodava muito. Como pode um pobretona ser tão feliz assim? Odeio sua felicidade e alegria. Toda escola gosta dela, mas só por minha causa sempre se mantém afastada dela. Bem feito, para aquela vadia repugnante. Ainda me pergunto como eu odeio tanto ela, nem parece normal, mas ela me disse uma coisa que me irritou de maneira que quebrei a cara dela todinha. Nunca bati tanto em uma menina e ela nem se defendeu. Somente me olhava com aquele olhar miserável.
[Flashback]
“Hoje não tinha aula, então fiquei em casa. Estranho em um dia de sol, e eu esta em casa. Porém não quis sair com as meninas para fazer compra hoje. Deitei no sofá da sala e toca a campainha. ‘Mas que droga! ’, já que eu estava lá na sala, atendi a porta. Quando eu vejo a Fernanda, uma menina sem graça da escola.
Fee: - Oi Rose, como esta?
Rose: - Oi Fernanda, estou bem e você? Entre.
Fee: - Obrigado Rose. Posso te falar uma coisa?
Rose: - Pode sim Fernanda. – sorri para seu jeito tímido.
Fee: - Bom Rose, eu estou na campanha de evangelismo, e por coincidência vir bater justamente em sua porta. Mas eu acho que Deus queria que eu ti dissesse as Boas Novas.
Rose: - Como assim Fernanda? Que boas novas?
Fee: - Eis que Jesus esta voltando. E ele tem um novo caminho para você. Hoje você pode ter tudo. Mas sempre existira um vazio em você. E Deus pode mudar isso. Nem todas as riquezas do mundo poderão mudar o seu fim. Jesus quer te salvar e salvar sua família..
Ela falava, mas quanto mais ela falava, meu coração ficava com raiva. Como ela se atreve a dizer que existe uma coisa que não possa conseguir? Eu sou Rose Bittencourt, sou filha do prefeito Jorge Bittencourt. Eu sempre teria tudo o que quisesse. Se eu quiser comprar essa maldita salvação. Eu posso! Cortei ela antes que ela pudesse terminar.
Rose: - Olha aqui Fernanda. Você sabe com quem ta falando? Eu sou Rose Bittencourt, tenho tudo o que eu quero. Posso tudo. Até Deus me obedece. Se é isso que você a falar, então pode sair da minha casa. Você não é bem-vinda na minha casa. Sai agora!
Comecei a gritar com ela. Ela simplesmente me olhava e não falava nada. Então eu percebi como ela tinha um olhar lindo. Não porque seus olhos eram claros ou algo do tipo. Ela tinha uma luz dentro de si, sua face brilhava. Ela se levantou, caminhou em direção a porta e sorriu. Aaah aquilo foi demais para mim. Fui até ela e dei um tapa na cara dela. ‘Que desaforo!’. Ela iria aprender a lição dela. Derrubei ela no chão. Bati nela ate minhas mãos doerem. Mas ainda sim, seu olhar não mudava. Como ela ainda pode manter o mesmo olhar sereno e radiante de paz, depois disso.
Fee: - Terminou Rose? – disse suavemente, como se nada tivesse acontecido.
Rose: - Vai embora! – me levantei, e apontei para a porta da saída.” [...]
Desde daquele dia nunca mais agüentei olhar novamente para os olhos dela. Eu tinha medo dela. Ela sempre tinha aquele ar de luz em volta de si. Como ela pode ser tão confiante apesar de nunca querer ser.
Julie: - Rose? Rose? Tudo bem?
Rose: - Ahn? A sim. Tudo bem.
Julie: - Nossa! O que foi? Você ficou parada ai olhando para o nada.
Rose: - A nada. Sé estava pensando em minha próxima festa. E você esta convidada. – sorri para ela.
Julie: - Certo temos que planejar.
Fomos para nosso lugar de sempre para o almoço. Sentei perto do Leo. Ele sempre ficava me olhando. Ou melhor, me secando com os olhos. Tenho certeza que se pudesse me agarraria ali, sem sombra de duvidas. Bom não é segredo para ninguém e nem para meus pais que eu não sou mais virgem. Perdi minha virgindade aos quinze anos, com Thiago. “Oh céus. Que homem!” Sim ele era perfeito. Atleta, musculoso, mas não daquele mega musculosos, mas ele era mais do tipo “Eu tenho um bom corpo”. Bom e seus olhos castanhos mel combinavam perfeitamente com seus cabelos ruivos. Como não perder a virgindade com um deus grego desses? Bom isso não vem ao caso. Pois minha nova conquista se chama Leonardo. Eu ainda o pegaria.
O sinal bateu. As malditas aulas finais para completar meu péssimo dia. Não agüentava mais essa rotina de estudar. Que inferno! Mas o bom é que a próxima aula será de redação. A professora é uma lesada e idiota. Não consegue se impor na sala. Ai eu que mando na sala. Todos me amam. Ou ama me agradar. Não importa!
Professora: - Bom dia classe!
Rose: - Aaah cala boca veia. Senta ai finge que ta dando aula, por que eu vou a resenhar aqui no fundo da sala.
Sala toda explodiu em risadas. A professora não falou nada. Sabia que era eu quem pagava o salário dela. Se eu quisesse ela amanha estaria no olho da rua. Bom ela saber quem manda aqui. E sou eu!
Rose: - Bom gente, final de semana vai ter uma festa. E vocês estão convidados. – falei para meus amigos mais próximos que sempre ficava comigo. – Ah! E você também está convidado Leo. – pisquei para ele.
Leo: - Pode deixar princesa! Estarei lá.
Rose: - Perfeito! Julie hoje você vai lá para casa me ajudar a organizar tudo. E depois você liga para sua mãe.
Julie: - Claro Rose. – sorriu para mim.
As aulas acabaram. Aleluia! Menos um dia no meu currículo. Todos da sala tinham saído. Só fiquei eu e o Leo por ultimo. Estava arrumando minhas coisas que nem vi fechando a porta e impedindo meu caminho. Quando eu olho lá esta ele. “Oooh Deus! Que gato!”, ele estava extremante lindo. Se eu pudesse eu pegava ele e fazia meu escravo para sempre.
Leo: - Rose, quero falar com você. Posso?
Rose: - Aaah! Leo você pode sempre tudo comigo.
Leo: - Bom saber disso linda.
Leo veio em minha direção. Desse jeito eu tenho um infarto do coração. Mas que coisa. Ele se aproximou e chegou mais perto, mais perto. Até a poucos centímetros de mim. Eu podia sentir seu hálito de menta.
Leo: Nossa como você esta gata, Ro.
Rose: - Obrigado Leo.
Ele se aproximou mais ainda. Agora eu podia sentir seus lábios quase nos meus. Era coisa uma tentação. Seus olhos me olhavam em profunda concentração e dedicação. Aaah! Para que vou esperar ate o fim de semana se posso tê-lo ali mesmo? Acabei beijando ele. Ela colocou um braço na minha cintura e outro na minha nuca, me prendendo naquele beijo. Simplesmente deixei me levar naquele beijo.
Saímos da sala abraçados. Sim! Agora eu e o Leo estávamos juntos. Os olhos das pessoas pareciam não acreditar, mas eu respondia com meu olhar fulminante. Ele é meu eu gritava com meus olhos. Eu quero... Eu posso! E agora ganhei o meu troféu do ano: Leonardo, o gato do ano da escola.
Ele me levou ate meu carro. O João já estava me esperando. Então ali na frente da escola toda, ele me beijou novamente. Minhas bocas caíram. Coitadas! Acham que poderiam conquistar ele? Somente depois que eu me cansar dele. Vou usar e abusar dele. Os restos deixo para as imbecis das outras meninas. Mas agora ele é meu. Somente meu!
Leo: - Tchau amor.
Rose: - Tchau Leo. – sorri e mandei um beijo de dentro de carro.
Cheguei em casa. Fui para meu quarto. Meus pais pareciam um casal feliz diante dos olhos dos outros, mas dentro de casa. Dentro de quatro paredes. Eles se odiavam. Meu pai tinha inúmeras amantes. Cada uma mais abusada que a outra. E minha mãe, simplesmente gastava tudo o que podia dela, para se vingar. Toda a semana o cartão da minha mãe estourava o limite. E meu pai cobria as dividas. Fora os inúmeros ataques de raiva que minha mãe tinha. Ai era eu entrar no meu quarto, e deitar, colocar meus fones e dormir para não escutar as brigas. Hoje mal cheguei da escola e lá estava ela.
Natalia: - Jorgeeeeee! Você não tem vergonha? Passar na frente do salão que vou diariamente, com aquela puta?
Jorge: - Me deixa.
Natalia: - Te deixa nada! Um dia eu ainda vou fazer o maior escândalo.
Jorge: - Você já estava fazendo. Quer calar a boca?
Sempre foi assim desde meus cinco anos. Meus pais achavam que para compensar a dor que me causava vendo os brigar, me davam de tudo. Ainda me lembro uma vez que eu pedi um cavalo branco, no dia seguinte meu pai me levei ao aras da cidade. E lá estava meu cavalo branco. Ainda o tenho, Pegasus, mas não monto nele há anos.
Sou compulsivamente irritante eu confesso. Sou tratada como uma princesa. Mas é no silencio do meu quarto. Deitada sobre meu travesseiro, que eu sou a verdadeira Rose Bittencourt. Minhas lagrimas rolam sem medo. Sou uma pessoa sem mascara. Sou apenas eu. Só tem uma coisa que eu não tenho, e sei que nunca terei: meu lar restaurado.
Acabei me esquecendo de chamar a Julie, para vir para minha casa. Mas foi melhor assim. Não preciso de ninguém fofocando sobre o maldito casamento de fachada dos meus pais. Como eu odeio essa vida! Queria ter morrido no dia que nasci. Que inferno.
Deitei na minha cama, adormeci. Sonhei com coisas banais com sempre. Mas teve uma hora que eu vi algo que me chamou atenção. A Fernanda estava no meu lado. E eu estava imunda, e ela toda chique. Maldita! Até nos meus sonhos ela me persegue. Acordei morrendo de raiva. Vi que era de noite. Então eu estava sozinha em casa.
nooossa , publica um livro que eu compro *-*
ResponderExcluirParabéns , vou sempre acompanhar cada capítulo (:
*-*
ResponderExcluir