“Cada um tem uma mascara. Nem que seja mais simples possível. Sempre vivemos com mascaras. Uns para esconder segredos ou para esconder as dores. Tanto faz! Mas sempre as mascaras estão lá.”
Bom anoiteceu e como sempre meus pais saiam. Minha mãe ia para uma reunião feminista. Pelo menos esse era um nome elegante. Na verdade ela ia, era jogar com as amigas em cassinos clandestinos. E meu pai, ia vadiar com as putas dele. Então de noite eu podia fazer o que bem quisesse. Foi assim que eu perdi a minha virgindade. O mais engraçado foi que eu e o Thiago fomos e fizemos na cama dos meus pais. Ou melhor, na cama da minha mãe. Meu pai não dormia com ela tem doze anos. Nem faz diferença. As empregas sempre mantêm isso em segredo. Meu inferninho de família isso sim.
Rose: - Bom Rose o que vamos fazer hoje? Uma festa? – falei para mim mesma.
Minhas idéias eram muitas. Porem algo me pegou de surpresa. Fui para sala de estar. E na sala tinha um quadro, era uma pintura a óleo, que combinava com a decoração super requintada que minha tinha escolhido para esse ano. Afinal minha mãe não tava nem ai para os castos. Mas era simplesmente uma pintura de quando minha família era uma família. Ela foi feita aos meus quatro anos. Antes de meu pai ganhar o primeiro mandado. Desde então meu pai tem quatro mandatos. Não sei como ele consegue ficar tanto tempo no poder. Talvez a boa aparência que ele tinha. Devo confessar meu pai é um velho muito elegante e bonito. Eu o pegaria e nem me arrependeria. E claro ele deve ser muito bom de cama. Ele tem milhares de amantes. E nunca vi nenhuma reclamando.
Sentei olhando para a pintura. E foi me dando saudades daqueles tempos. Maldita vez que meu pai entrou na política. A quer saber? Que se dane ele e minha mãe. As lagrimas romperam meus olhos sem permissão. E quando vi estava simplesmente chorando litros. Você é uma fraca Rose! Pensei me acusando por cada lagrima que rolava no meus olhos. Peguei meu diário. Comecei a escrever nele.
“Querido Diário,
Quando a vida é para ser uma droga. É uma droga mesmo. Estou muito triste por dentro. Cada vez mais tenho inveja daquela maldita da Fernanda. Que saco ela me tira do serio. Ela não tem nada e é feliz. Eu tenho tudo e vivo com uma mascara do inferno.
Queria poder acabar com aquela alegria dela. Para me poder ser feliz. Não agüento mais nem se quer olhar na cara daquela infuzada. Que merda! La vem eu pensado nela de novo. Ela só pode ter jogado feitiço em mim. Macumbeira desgraçada. Aaaah! Que saber. Chega!”
Fechei meu diário. Nem aquilo mais me aliviava. Não estou suportando mais isso. Viver como se nada estivesse acontecendo. Debaixo dessa maldita fantasia. Maldita vida é essa.
As lagrimas não paravam. Olhando aquela pintura. Olhei para o relógio na estante. Eram três horas da manha. Adormeci ali no sofá. Acordei com o sol no meu rosto. As janelas estavam abertas. Provavelmente as empregadas já chegaram. Olhei novamente o relógio e eram seis da manha. Levantei e fui me arrumar para ir para o colégio.
Entrei no meu quarto. Me arrumei e fui passar uma maquiagem. Escolhi uma roupa mais ou menos. E entrei no carro. João me levou para escola. Ainda estava sendo. Fui a primeira a chegar. Não queria encontrar meus pais. Afinal não estava tão animada depois da crise de depressão de ontem. Sim eu sou depressiva. Mas ninguém liga ninguém se importa. Meus pais acham que ao me dar um presente minhas lagrimas acabam. Não importa.
Me sentei no banco da praça da escola. E fiquei olhando o céu. Estava no tom amarelo carmim. Olhei no meu celular eram ainda seis e meia. Uma hora ainda para escola abrir.
Queria poder apagar muitas coisas da minha vida. Deletar momentos e dores.
Xxx: - Hoje será um lindo dia. – disse uma voz familiar.
Rose: - Fernanda o que você faz aqui há essas horas?
Fee: - Meu ônibus que vem para esse lado da cidade sai as cinco e meia. É o único antes da nove horas. Então se quero chegar cedo para as aulas pego o ônibus. E se vir de pé chego somente as oito. È um pequeno esforço apenas. – sorriu.
Rose: - Que seja!
Fee: - E você o que faz aqui uma horas dessas? Caiu da cama? – riu da piada que fez.
Rose: - Nada que te interessa. Só quis sair um pouco de casa.
Fee: - Você chorou? Seus olhos estão um pouco vermelhos.
Rose: - Estão muito vermelhos mesmo?
Fee: - Então você chorou, não foi?
Rose: - Não se responde uma pergunta com outra pergunta.
Fee: - Foi você que respondeu minha pergunta com outra pergunta primeiro. – sorriu levemente.
Rose: - Verdade. Chorei mesmo. Mas isso não quer dizer que eu sou fraca, esta entendendo?
Fee: Pelo contrario. A Bíblia diz que bem aventurado os que choram por que serão consolados.
Rose: - Aaah! Não me venha me falar de bíblia ou de Deus, esta bem? Ele me abandonou e destruiu minha família. Odeio a Deus. E quem me fala dele, para mim.
Fee: - Tudo bem então. Vou deixá-la ai com seus pensamentos.
Rose: - Espere!
Fee: - O que?
Rose: - Um dia eu poderei ter o mesmo olhar que você?
Ela simplesmente sorriu e saiu. E me deixou ali parada. Ela me deixava simplesmente irritada. Aaah como eu odeio ela. Mas eu fiquei ali. Peguei meu Ipod da bolsa e comecei a ouvir minha musicas. Acabei distraindo meus pensamentos. E desligando minha mente. Fechei meus olhos. E tive a sensação de estar ate sonhando.
Xxx: - Oi amor.
Abrir meus olhos. E lá estava o Leo. Lindo como sempre. Olhava para mim. Sorri e abracei-o. Nossa como ele tinha um perfume gostoso. Seu perfume era amadeirado. Tipo almíscar. Nossa como ele é lindo. E perfeito. Me abraçou e me beijo. Seus lábios sedosos. Enfim eu acho que estou me apaixonando afinal das contas.
Rose: - Oi amor.
Leo: - Como esta linda? Parece estar abatida.
Rose: - Ah não é nada.
Leo: - Serio?
Rose: - Só foi uma noite mal dormida. – sorri.
Leo: - Tudo bem amor.
Fomos para nossa sala. Todos nos olharam boquiabertos. Mas nossos amigos. Ou melhor, nossas companhias ficaram foi gritando e resenhando na sala. As aulas passaram rápidas. Com o Leo no meu lado. Tudo parecia desaparecer. As minhas dores e complexos. Era só ele e eu. E não existia mais ninguém.
Fomos novamente para o intervalo. Mas agora não nos sentávamos longe um do outro somente olhando. Agora estávamos sentados um banco só. Ele ficava sussurrando coisas lindas no meu ouvido. Éramos sem sombra de duvidas o casal mais lindo. Ele era lindo. E eu sempre serei linda. Uma vitoria para minha vida.
Hoje eu não fui para casa com o João. Fui para casa no carro do Leo. Bom o carro dele é um HONDA preto. Nossa isso sim é um carro. Ele era um ano mais velho que. Mas ainda sim era muito bonito. Ain não me canso de olhar para ele. E para sua beleza.
Chegamos à minha casa. Queria que convidar ele para entrar. Mas tinha medo de meus pais estarem dando suas ceninhas novamente. Cada vez mais isso estava ocorrendo. Cada dia após o outro uma nova briga. Por motivos bestas sabe. Mas eu não tava nem ai. Olhei para minha casa e depois para ele. Ainda estávamos dentro do carro.
Leo: - Nossa Rose. Cada vez que eu olho para você, vejo algo novo. Um sorriso. Um olhar. E isso tudo me fascina.
Rose: - Aaaa, por favor, Leo. Isso me deixa até envergonhada. – sorri
Leo: - Você é uma princesa, Rose.
Rose: - Aiin obrigado Leo.
Ele veio e me beijou docemente. Seus beijos eram doces. Simples e fáceis. Nosso ritmo era fácil de se seguir. Ele terminou o nosso beijo, e ficou me olhando. Seus olhos azuis. E seu perfume, me deixando atordoada.
Leo: - Amanha quero te levar a um lugar você topa?
Rose: - Claro que sim.
Então desci do carro. E o vi partir. Nossa minha vida esta cada vez melhor. Os momentos não poderiam ser melhores. Nossa como posso ter tudo o que eu mais quero na vida. Estava para na porta de casa. Nossa já estava escurecendo. Hoje tivemos aula de educação física durante a tarde.
xxx: - As mascaras que você sustenta hoje caíram e você se vera perdida. Escute a voz de quem te ama.
Então do nada apareceu uma senhora velha, imunda e suja. E ainda por cima doida. Falando mais baboseiras. Dei uma olhada fulminante para ela idiota. E me aproximei dela.
Rose: - Sabe com quem esta falando, sua imbecil?
xxx: - Não mocinha. Mas sei que você mudara sua atitude.
Rose: - Cala sua boca vadia do inferno. Para de jogar praga em minha vida.
xxx: - Se assim você deseja.
Peguei um pedaço de pau que estava escorando a arvore, e bati na canela daquela mulher. Ela saiu mancando. E eu simplesmente entrei para dentro de casa. Nem me preocupei com aquela idiota. Quem manda jogar praga em mim? Maldita dos infernos.
Entrei fui direto para meu quarto. Liguei meu notebook. Entrei no meu Orkut. Aiin tinha um depoimento do Leo: “Quero ao seu lado viver para sempre. Te amo.” Aaah! Como ele é fofo. Aceitei o depoimento. E fiquei vendo uns vídeos. Estava sem fome e sem sono. As horas passaram. E quando dei por mim, já eram duas da manha. Achei que devia ir deitar. Mas antes tomei um banho e fui na cozinha beber um leite morno.
Sentia falta de quando era minha mãe, que fazia isso para mim. Como as coisas mudaram. Sinto falta de tanta coisa. Das palavras antes de dormir. Fazia quatro anos que eu tinha insônia e depressão. Mas meus pais nunca perceberam. Eu sabia usar uma boa mascara de indiferença e desprezo por tudo.
Finalmente deitei. Pensei no dia de hoje. Lembrei do Leo. E de tudo que ele me disse. Ele era tão perfeito. Me completava. Me entedia. Me fazia feliz. Queria ele aqui. Peguei meu Ipod. Deitei escutando musicas. Às vezes funcionavam. Mas em sua grande parte, não. Mas eu estava exausta mesmo. Então hoje foi fácil eu pegar no sono.
A noite passou rápida. E logo chegou o dia que eu e o Leo sairíamos. Para onde será que iria me levar. Olhei meu celular, eram dez horas. Nossa! Um recorde confesso. Hoje era sábado. Aleluia! Não tínhamos aula hoje. E tinha uma ligação dele. Aaa poxa foi a cinco minutos atrás. Retornei. Após alguns segundos ele atendeu.
Leo: - Alo?
Rose: - Oi amor. Como esta?
Leo: - Bem. E você? Acordei você, minha vida?
Rose: - Estou bem também amor. Não, não amor. Estava no banheiro. – menti para ele.
Leo: - Ah! Sim. Posso e te pegar as onze? Quero te levar para almoçar.
Rose: - Tudo bem amor. Vou só me arrumar, tudo bem?
Leo: - Claro minha rainha. Para você o melhor sempre.
Rose: - Aiin, Leo. Então esta bem. Nos vemos daqui a pouco.
Leo: - Ok
Desliguei o celular. E entrei no banheiro. Tomei um bom e gostoso banho de água quente. E comecei a me arrumar. Vesti um vestido rosa, me deixava com as pernas bem destacadas e o busto bem abundante. Calcei uma rasteirinha. Nem sabia para onde ele me levaria. Mas achei que esse visual ficaria legal para qualquer ocasião.
Quase terminando de arrumar, ouço a buzina do carro dele. Aii meu coração disparou. Nossa será que eu to bonita para ele? Me olhei novamente no espelho. Claro que você esta bonita, Rose. Você é linda.
Desci e lá estava ele. Nossa mãe! Não era o Leonardo. Era uma deus grego parado ali na minha porta. Meu fôlego acabou. Ele me olhou de cima embaixo, se aproximou e me beijou. Me tirou do chão. Nossa estar nos braços dele eram perfeito.
Leo: - Nossa, Rose, você esta uma gata.
Rose: - E você não fica atrás.
Leo: - Vamos? Tenho umas coisas para te mostrar.
Rose: - Tudo bem.
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