segunda-feira, 10 de maio de 2010

Capitulo 6 - Outras mudanças


“Bom a vida é assim, eu não suporto mais nem dia. Tudo esta me consumindo. Não aguento mais nem ver o dia nascer. Mas o bom de tudo é que as mudanças são mais rapidas do que pensamos. Nada se torna facil. Verdade! Mas eu tento ser ao menos mudada, pela minhas escolhas.”

Ele me abraçou. E depois me olhou. Lá estava o olhar. Aquele olhar era identico ao da Fernanda. Mas tinha muito mais ainda lá. Ele era tão especial. Estava fazendo minha vida ser especial. Ele me fazia me sentir especial. Sair do abraço dele. Com muita dificuldade confesso.

Ele me olhou e sorriu. Como um sorriso pode me incomodar assim. Nem era tão bonito o sorriso assim.

Caio: - Rose? Tudo bem?
Rose: - So quero que voce me deixe em paz.
Caio: - Deixa eu te levar em casa. Já esta tarde.
Rose: - Não precisa! Me deixe em paz. – a raiva explodiu novamente.
Caio: - Rose, tudo bem. Eu não vou te fazer mal.

Mas não ouvir. Sair andando e deixei ele parado lá. Nem me dei conta que estava vindo comigo. Ele simplesmente estava no meu lado. Não disse nada. E nem se preocupou com seu carro. Que ainda estava estacionado há varias quadras atras.

Eu cheguei no hotel. E ele ainda estava me acompanhando. Olhei para ele. Novamente o sorriso dele. Mas não conseguir resistir. Tudo aquilo era engraçado. Sorri tambem.

Caio: - Sã e salva. – deu um gargalha encantadora e contagiante.
Rose: - Mas eu disse que não precisava.
Caio: - Quis fazer isso. Voce não precisou, mas mesmo assim eu quis fazer isso.
Rose: - Voce é louco.
Caio: - Eu sei. Creia eu realmente sei que sou louco. Um dia voce vai entender, por que eu sou tão louco.

Ele me olhava. Parecia que ia me beijar comecei a me aproximar dele. Queria beija-lo. Estavamos tão proximos. Tão perto. Podeia sentir seu halito. Seu perfume. Era que loucamente exitante estar perto dele. Podia sentir meu corpo respondendo a vontade. Estava quase beijando ele que me surpreendi.

Caio: - Tchau Rose. Nos vemos por ae. – sorriu para mim.

Eu olhei para ele. Sorri sem saber o que tinha acontecido. Ele estava tão perto de mim.

Rose: - Tchau.

Não sabia o que aconteceu ali. Mas tudo foi tão rapido. Eu entrei para dentro do hotel e me deparei com minha mae fazendo as malas. Sera? Sera que tudo voltou ao normal? Sera que estamos ricas novamente?

Olhei para minha mae. Parecia que tudo estava voltando ao normal. Finalmente o normal. Minha vida estariamde volta no lugar. Ainda bem!

Rose: - Mae para onde vamos?
Natalia: - Estamos indo para uma cidade menor. Eu não consigo mais pagar o hotel. E nem seu colegio. Eles não aceitaram te dar a bolsa de estudos. Vamos embora ainda hoje faça suas malas.
Rose: Mas mae.
Natalia: - Mas nada Rose. Anda temos que pegar o onibus.

Comecei arrumando minhas malas. Era o fim mesmo. Meus sonhos acabaram desmoronando por aguas abaixo. Nossa! Quantas comparaçoes com agua a minha vida anda. Entramos dentro do onibus e viajamos quase a noite toda e a manha seguinte. Chegamos na cidade que minha mae queria durante a tarde.

Era um cidade pequena. Minha mae dizia que aqui ninguem nunca saberia do ocorrido. E seria melhor para mim começar vida nova. Talvez fosse mesmo. Tudo novo. Uma nova chance talvez. Algo que eu pudesse me orgulhar no fundo. Me deu uma saudade do Caio. Nem me despedir dele. Mas ele nem era tão importante assim. Mas eu sentia falta dele.

Compramos uma casa pequena em vila no em um dos bairros mais pobres da cidade. Não cheava ser uma favela. Mas não era nem de perto o melhor dos bairros daquela cidadezinha. E a casa era realmente pequena tinha apenas tres comodos e um banheiro incompleto. Me mae já estava arrumando tudo. Isso explica por onde ela andava esses dias. No quarto que seria meu, tinha uma cama e uma comoda. E um criado mudo, com um pequena foto de como era nossa familia. O quarto da minha mae não era tão diferente assim. E no outro comodo era a sala e cozinha, tudo junto separado apenas pela mesa. Minha mae tinha comprado alguns dos moveis, com o resto do dinheiro que sobrou. Era essa minha nova casa. Meu antigo quarto era praticamente a casa toda. E agora meu quarto mal tinha quatro metros quadrados.

Eu cheguei e fui logo dormir. Queria sair da realidade. Queria entrar no mundo dos sonhos onde eu poderia ser feliz como antes. Queria as coisas como eram antes nem que fosse no sonho.

Comecei a sonhar. Mas a única coisa que sonhava era com o Caio. Estavamos em um campo. Eu e ele. Estavamos felizes. Abraçados. Ele me acariciava mas não com desejo ou algo do tipo, apenas fazia um carinho. Falava coisas bobas somente para me ver sorrir. Eu gostava de estar com ele. E ele tambem. Acordei suando frio. Era tudo apenas um sonho. Percebi que estava em uma realidade tão distante daquele sonho. Eu nem me despedir dele. E talvez nunca visse ele outra vez.

No dia seguinte minha mae foi na escola nova onde eu estudaria ate terminar o colegial. Bom ao menos ninguem nunca saberia quem eu era. Poderia ter uma vida nova. Minha mae pediu total sigilo de minha vinda. Disse apenas que eu não precisava passar pelo o que eu passei na outra cidade. A diretora concordou. Ela era uma mulher alta e morena. Digna de atenção confesso. Poderia ate ser uma modelo se tivesse mais cuidado consigo mesma. A diretora aconselhou somente me resgistrar com o nome de minha mae. Tudo ficaria encoberto. Então de Rosemarie Lopes Bittencourt, fiquei somente assim Rose Lopes. Tudo já estava certo. Queria começar uma vida nova. Então não teria grandes titulos de vergonha, somente eu mesma.

Na minha sala todos me receberam com olhares curiosos. Eu era uma menina bonita verdade. Mas pela primeira vez em toda minha vida não queria chamar atenção. Sentei no lado de uma menina. Pelo visto era timida. Sorriu e logo se encolheu na cadeira. Sorri da atitude dela. E com isso ela tambem sorriu mais amplamentente. Seria um incio de uma amizade?

As aulas passaram rapidamente. Percebi que estava mais avançada que a turma. Ficou muito facil para mim. A menina que eu sentei do lado se chamava Gabriele, era filha do chefe policia, mas se afastou de todos por causa de acidente que ela sofrera quando criança ficando manca. So percebi quando fomos para area de almoço. Era uma menina muito legal no final das contas. Não tinha armaguras ou nada do tipo. 

Tambem conheci a Flora, era uma versão de mim do interior. Era a manda chuva. Era praticamente igual eu era. E sempre gostava de humilhar a Gabi. Ela se aproximou com suas amiga, as mesmas que um dia tambem eu já fui cercada. Era como se eu estivesse me vendo meu passado refletido ali na minha frente. Tudo estava voltando. Eu estava me vendo. Ela e suas cobrinhas me olhavam, mas era como se eu não estivesse ali. Em pensar que eu sempre usava esse olhar com a Fernanda. Senti pela primeira vez a falta dela. Ela era bem parecida com a Gabi. Atenção delas era a Gabi, o centro de deboches da escola, a única que tinha sido sincera e amiga desde que eu cheguei na escola.

Flora: - Olha! A manca e a novata. A dupla perfeita de roceiras e bregas.

A Flora se alegrava com sua façanha de humilhação. Sempre fiz isso com a Fernanda. E agora eu que sofria as piadas sem graças e sem sabor das cobras. Ela ria com as cobrinhas da cara da Gabi, que se encolhia com medo e timidez. Me irritou o modo que ela falava com a Gabi. Meu lado Bittencourt novamente floreceu nas veias. Não podia deixar barato isso. A amargura de tudo que eu tinha sofrido ainda estava na veias. Podia sentir o poder que eu tinha. Me levantei, com minha pose de menina da grande cidade. Dei o meu maior olhar de nojo.

Rose: - Quem voce pensa que é?
Flora: - Oras a novata sabe falar. Ou melhor latir.
Rose: - O meu nome não é novata coisa nenhuma, jararaca. E sim Rosemarie Lopes Bi... – lembrei que esse nome não era mais meu. – Rosemarie Lopes. E não sei se voce é uma cobra de criada ou foi feita assim mesmo. Mas não importa seja qual for não vou abaixar minha cabeça para uma vaca como voce. – olhei fuminate para ela, sentia ela tremer, sorrir. – Agora dê lincença e vai pastar com suas amigas cobras em outro lugar. Aaaah! E jamais volte a tratar a Gabi assim. – falei alto que todos olharam para nós.
Flora: - Como voce atreve? – disse tentando se manter no poder falso que eu um dia acreditei que tinha, e que ela hoje acreditava que tinha.
Rose: - Por que eu posso muito mais que voce idiota! – Sorri da cara dela.

Flore tentava se recompor das minhas palavras. Saiu quase sendo carregada pelas amigas. Tentou se manter na compostura, mas era um fracasso total. Ela talvez nunca tivesse sido desafiada assim. Mas eu sempre poderia desefiar qualquer uma. Eu era Rose Bittencourt, a menina mais popular da cidade de Chicago. Mas onde eu estou agora? Em Naperville. Mas o que isso importava! Eu era quem era. E não posso mais mudar isso. Olhei para a Gabi. Ela me olhava surpresa. Sorri.

Rose: - O que foi? – perguntei como se toda a cena jamais tivesse acontecido.
Gabi: - Nada. – olhou serenamente para mim. – mas ninguem nunca disse isso para Flora. Ela é a menina mais cobiçada da escola.
Rose: - Acredite, ela não é mais poderosa que voce e nem eu. – sorri para ela.

Ficamos conversando por mais alguns minutos ate o sinal tocar para a aula. A Gabi era uma menina simplesmente única. Mas sua essencia era igualzinha a Fernanda. A minha vinda para cá só fazia eu lembrar mais dela e ate sentir um pouco de carinho por ela. De alguma forma eu agora passava a entender mais ou menos a Fernanda e o Caio. Caio!? Lembrar dele era como tirar um pedaço de mim eu não entendia como isso era possivel. Eu so o conheci por um dia e ele tinha mais importancia do que certas pessoas que eu conhecia a minha vida toda. O fato é que sentia que ele tinha levado um pedaço de mim com ele. Ele parecia estar com um pedaço do meu coração com ele. Isso faltava em mim. E eu não tinha explicação.

As aulas passaram mais rapidas que as primeiras. A Gabi tambem estava adiantada nas materias, então ela me ajudaria depois. Nisso ficamos conversando enquanto o professor virava as costas. Riamos muito da Flora. Bom ela era nossa colega em Escrita. Eu não entendia no começo que aquela retardada estaria aqui em Escrita mas depois a Gabi me disse que a Flora tinha que ter alguma materia do tipo  no curriculo. Mas isso não era importante. Não aguentavamos e ficamos fazendo piadas toda hora. Algumas vezes o professor pegava nos duas rindo, mas quase não se importava. Enfim, adptei todos os meus horarios para ficar iguais os da Gabi.

 Na hora da saida chamei a Gabi para tomar sorvete e para me mostrar um pouco da cidade. De inicio achei que ela nem iria aceitar. Olhando a Gabi ela era linda. Tinha boa aparencia, um corpo perfeito, curvas perfeitas. E um cabelo extremamente lindio loiro longo. Seu único defeito seria o da sua perna esquerda. Algo tinha uma cicatriz enorme. Mas ao contrario do que eu pensava ela aceitou animada. Mais animada ate que eu mesma. Bom ela queria fazer exatamente isso. Queria poder sair com alguma amiga e se divertir.

Saimos e caminhamos um pouco. O colegio High School Naperville, era no centro da cidade, ficando proximo de exatamente tudo. Se bem que a cidade não era tão grande quanto Chicago era. Mas enfim, ali eu começaria vida nova. Tudo seria diferente eu seria melhor que eu fui, poderia ficar bem. A cidade tinha ate umas boas lojas de roupas. E eu já estava marcando com a Gabi para sairmos e fazer algumas compras. Tambem tinha varias praças lindas. E lugares bastante divertidos para ir. Compramamos um sorvete e fomos nos sentar para toma-lo em uma praça ali perto.

Olhei novamente para a Gabi. Sua paz era visivel. Não era como a Fernanda.. Mas era incrivel estar ali com a Gabi. Ela era a minha primeira amiga. E eu me sentia muito bem ao seu lado. Mas eu não parava de pensar como ela conseguiu aquela cicatriz.

Rose: - Gabi posso te fazer um pergunta? – perguntei receosa.
Gabi: - Claro Rose, pergunte. – deu um ega sorriso confortante.
Rose: - Bem é que eu nem sei como tocar no assunto.
Gabi: - Não tenha medo Rose. Acho ate que já sei o que voce vai falar. Mas diga vamos.- deu outro sorriso mais amplo.
Rose: - Bem Gabi.. Eu queria saber como aconteceu isso com.. Bem a ...O que aconteceu com a sua perna. – corei diante da pergunta que explodiu da minha garganta.
A Gabi explodiu em risos.

Gabi: - Poxa Rose. Voce encarou a Flora, mas tem medo de fazer um pergunta tão boba? – riu.– Bem vou te explicar. Quando eu era pequena levei um tiro na perna, por acidente do meu pai. Ele estava polindo a arma e não viu que estava destravada. Foi sem querer sabe. Mas atingiu o nervo sistematico da perna toda. Quase não sinto nada na perna.


- Nota da autora: Bom esse capitulo teve seu titulo original modificado, pois eu so percebi que tinha colocado o mesmo titulo para dois capitulos depois de ter postado na cmm, Bjs.

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