“Às vezes são necessários que tenhamos algumas surpresas para nos fazer acorda para os detalhes da vida. Uma flor pode ter mais cor se você olhar com mais cuidado.”
Entramos no carro dele. Nossa estar no lado dele era muito mais que somente estar com meu namorado. Ele simplesmente fazia tudo ser perfeito. Até menos olhar a estrada tinha mais graça quando ele descrevia cada detalhe. Quem diria... Oras Leonardo era romântico no fundo de sua beleza. Mais um ponto para ele. Confesso, eu estava ficando perdidamente apaixonada por ele. Nossa como eu queria me perder nos olhos dele. Às vezes eu era capaz de ver a alma dele. Seus olhos eram como duas piscinas. Neles eu me jogaria sem ter medo de me afogar.
Leo: - Pensando no que minha princesa? – disse continuando olhar a estrada.
Rose: - Estava vendo a estrada e percebendo os detalhes que você me disse. E também estava observando você. Nossa como você consegue ser tão lindo assim?
Leo: - Linda aqui é você, Rose. Nem todas as belezas do mundo pode se comparar com a sua. – sorriu.
Fiquei calada novamente. Observando. Nesse momento estávamos saindo da cidade. Pensei para onde ele estaria me levando. Mas sentia que eu iria adorar o local. Sempre tive isso, ser intuitiva era um dom meu.
Rose: - Amor, para onde estamos indo?
Leo: - Uma surpresa, minha vida.
Rose: - Aaaah! Por favor, me fale..
Leo: - Deixa de ser curiosa, Rose. Você vai gostar prometo.
Fiquei calada novamente, só olhando a estrada. Praticamente só tinha planta. Ou seja, verde para todo lado. Ate me cansei de olhar tanto verde. Peguei meus óculos de sol, e coloquei. Olhei novamente o Leo. Ele estava concentrado e pensativo. No que será que ele esta pensando? Pensei e fiquei olhando o tempo passar.
Leo: - Chegamos!
Olhei em volta. Havia um restaurante. Estávamos em outra cidade. Foi ai que eu dei por mim. Era o La Push, o restaurante mais caro. Para poder se comer lá tinha que se fazer uma reserva de quase três meses antes. Uma vez meu pai nos trouxe aqui. Quando eu ainda era uma pré-adolescente. Meu deu uma pitada de saudade. Mas estar aqui com o Leo era praticamente compensatório, todas as dores.
Rose: - Nossa!! Leo, como você conseguiu?
Leo: - Tenho meus contatos. – sorriu com um sorriso travesso.
Rose: - Entendo. – sorri de volta.
Leo: - Vamos entrar?
Rose: - Vamos sim.
Entramos. O lugar era praticamente igual como eu me lembrava, requintado e luxuoso. Somente quem podia entrar era quem tinha muito dinheiro nas contas bancarias. Olhei para o meu vestuário. Não estava tão formal para o lugar. Desejava ter sabido onde estaríamos indo para poder escolher uma roupa mais adequada. Depois eu olhei para o Leo. Ele vestia uma roupa formal, mas no fundo se via que de formal não tinha nada. Era esse o estilo dele. Parecer mais formal. Mais sendo mais jovial. Quem entende. Me sentir um pouco deslocada. Ele conversou com o metri. Ele sorriu e depois acompanhamos para nossa mesa.
Fizemos nossos pedidos e almoçamos. Tudo estava muito bem. Ate eu ver uma coisa. Simplesmente não acreditava nos meus olhos. Tentei focar mais a minha visão. Será realmente que era ele?
Lá estava ele. Meu pai. Com uma mulata. Pelo visto essa é nova. O Leo estava sentando de costas então creio eu que não percebeu. Tentei fingir que não percebi. Maldito! Tinha que vir no mesmo restaurante que eu?
Leo: - Tudo bem amor? Você parece estar com problemas
Parabéns Rose. Faz seu primeiro encontro com Leo virar uma grande merda, por causa de seu pai, maldito e idiota.
Rose: - Tudo sim Leo. Só estava pensando com meu dia hoje esta sendo ótimo. – sorri com a minha mentira.
Leo: - Tudo bem então.
Almoçamos. Algumas vezes eu olhava para a mesa onde meu pai estava. Até vi ele descendo com a mão, apalpava as coxas da mulher como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Tudo bem que de onde eu tava sentada dava para se ver mais do que queria ver. Mas depois disso decidi que era curti meu momento. Que se ele quisesse foder com ela ali não era da minha conta.
Terminamos nosso almoço. Ele pagou a conta. Cavalheiro. Ele me acompanhou ate o carro e abriu a porta. Cada vez mais me surpreendendo. Bom agora já era uma e meia da tarde. Será o que vamos fazer agora?
Leo: - Gostou do almoço?
Rose: - Sim. O que vamos fazer agora?
Leo: - Surpresa ainda amor. Mas que tal um cinema? Aqui na cidade tem uns filmes legais para se assistir.
Rose: - Tudo bem amor.
Fomos para o cinema. Tinha muitos filmes bons. Mas eu quis assistir Lua nova. Faz muito tempo que eu queria assistir. Ate já tinha combinado com as meninas para assistir. Entramos no cinema. O Leo comprou pipocas e refrigerantes. E então fomos assistir ao filme. Na verdade não assistimos nada do filme. Ficamos nos pecando lá no cinema. Nossa mas ele tinha uma pegada daquelas que deixa qualquer uma doida. Imagina ele na cama? Oooh Céus!
Leo: - Amor quero te dar o mundo. – disse ele baixinho no meu ouvido.
Rose: - Olha que te peço isso mesmo. – sussurrei e ri baixinho.
Leo: - Serio amor? – disse rindo baixo.
Rose: - Sim.
Ficamos ali cochichando, rindo e beijando. E o filme? Nem sei onde ficou. Os beijos dele me consumia e me acendia um fogo dentro de mim. Queria tê-lo ali comigo para sempre. Ai sussurrei no ouvido dele e dei uma mordidinha nele. Bom os detalhes não precisa né? Ele começou a me beijar loucamente, depois que ouviu minha proposta. Aaah para que ficar adianto o futuro?? Me entreguei aos beijos dele, sem pensar duas vezes. Ele começou a me apalpar e eu gemia baixinho no ouvido dele. Nossa! Como aquilo era bom. Ele ri no meu ouvido a cada gemido meu. E isso me deixa cada vez mais louca. Ai, ele me mordeu de leve no pescoço que sé fez eu arrepiar a cada novo toque dele. Ficamos um bom tempo assim. Na nossa fileira não tinha ninguém. Acho que é por que sentamos no fundo da sala. Então não tinha ninguém para ver e estávamos encobertos pelas trevas da sala. Foi um dos melhores momentos que eu tive.
O filme acabou e eu só percebi quando as luzes da sala acenderam. Merda! Droga! Queria continuar com ele daquele jeito. Ele tinha tudo de bom. De tudo mesmo. Nossa quero ter outras dessas. Aaa se quero. Ele me acompanhou até o carro. Ainda era cinco e meia. Será que ele tem mais plano? Tomara que ele tenha planos de fazermos mais.
Rose: - E agora amor?
Leo: - Agora vamos para um lugar especial.
Entramos no carro. Mas não saímos do lugar. Ele me olhava e eu vi que ele queria mais do que aconteceu dentro do cinema. Mas estávamos em uma rua muito movimentada e era apenas cinco da tarde. Então ele dirigiu para uma deserta e ficamos mais lá. Nossa se lá no cinema tinha sido bom aqui foi quase perfeito. Eu sentei no colo dele. Nossa! Minha cabeça dava voltas. Ficamos assim quase meia hora.
Ele olhou o relógio. Ele me olhou e sorriu. Nossa! Como aquele sorriso me matava. E aqueles olhos. Nossa eu ainda não me acostumava com seus olhos.
Leo: - Amor precisamos ir.
Rose: - Mas já?
Leo: - Sim amor. Se não perderemos o nosso próximo compromisso.
Rose: - Tudo bem então. – sorri, mas estava curiosa.
Voltamos pela estrada. Ele dirigia rápido. Confesso fiquei com um pouco de medo. Mas eu amava está indo rápido. Tudo andava tão rápido. A vida ao nosso redor eram apenas borrões. Estávamos indo. E me perdi na visão da floresta que beirava a estrada. Eu sentia falta de algo. Mas não sabia o que era. Meus pensamentos me levaram para anos atrás. Quando tudo era mais fácil e era totalmente simples. Nem percebi o Leo diminuindo a velocidade. Então ele parou. Mas eu estava tão centrada nos meus pensamentos que só percebi quando ele me chamou.
Leo: - Rose? Chegamos.
Eu olhei para ele. E depois para onde estávamos. Era tipo um mirante, no penhasco. E agora o sol estava se pondo. Era lindo dentro do carro. Mas quando eu sair tudo ficou ainda mais vivo. Da beirada dava para ver a cidade. E sol indo embora atrás das montanhas. Os últimos cantos dos passarinhos que estavam se retirando para dormir.
Leo: - Gostou?
Rose: - Amei.
Leo: - Que bom amor. Sabia eu nunca tive coragem de trazer ninguém aqui. Você é a primeira.
Rose: - Serio amor?
Leo: - Sim.
Ficamos sentados e vendo o sol se por. As luzes se acenderam e um leve vento começou. Ele me deu a sua jaqueta e me abraçou. Tudo estava perfeito. Ele era perfeito. Me amava e me deixava feliz.
Tudo aquilo me dava paz. Anoiteceu. Ele me deu um doce beijo e fomos embora. Fomos calados, pensando no nosso dia. Ele me olhava e eu olhava a ele. Estávamos muito felizes. Nem vemos o tempo passar. Ou muito menos percebemos quando estávamos quase perto de minha casa.
Ao entrar na minha rua de casa, vi varias viaturas de policia. Não era apenas uma ou duas. Eram quase dez. Fiquei surpresa. E fiquei mais surpresa quando eu vi que todas estavam perto de minha casa. O que será que aconteceu?
Chegamos mais perto. E vi que tinha muitos policias na minha casa. Me desesperei e desci correndo do carro. O Leo veio atrás de mim. Estava preocupada. Todos me olhavam, com olhos de pena. Mas que droga o que será que aconteceu? Por que todos me olhavam daquele jeito?
Entrei dentro de casa. Estava tudo tão diferente agora. Tudo tinha perdido seu brilho. Definitivamente aconteceu algo. A casa estava toda escura. E só era possível se ouvir um único som. Coisas sendo arremessadas. Um dos policiais que estavam no quarto de minha mãe, estava pegando o notebook dela. Quando eu percebi que outro também estava levando o meu notebook. Isso foi o cumulo para mim. Não agüentei e surtei.
Rose: - Para onde que você pensa que vai com meu notebook?
Policial 1: - Sai da minha frente moça.
Rose: - Como se atreve a falar assim comigo?
Ele me deixou falando sozinho e saiu rindo. Que desgraçado. Minha mãe estava descontrolada. Eu estava sozinha. Sozinha? Cadê o Leo? Ele sumiu. Pensei que ele estivesse do meu lado. Sair e fui lá fora. Seu carro já não estava mais na entrada. Ele tinha ido embora. Ele me deixou? Outro desgraçado. Borra botas!
Me aproximei de minha mãe. Ela continuava a fazer suas malas. Para onde ela vai? Ela pegava todas as roupas. E não falava nada. Seus olhos estavam lagrimejando. O que será que aconteceu. Cadê o meu pai? Agora que eu percebi. Ele não estava lá. Olhei novamente para minha mãe. E criei coragem para perguntar para ela.
Rose: - Mãe? O que esta acontecendo?
Natalia: - Vai arrumar suas coisas. Temos que sair dessa casa dentro de vinte quatro horas.
Rose: - Como assim mãe? Para onde estamos indo?
Natalia: - Não te importa. Anda logo vai arrumar suas coisas. Pegue todas as suas roupas. E todos os seus objetos pessoais. Mas não pegue nenhuma de suas jóias ou algo de valor entendeu?
Rose: - Ahn? Como assim?
Natalia: - Não fique ai parada. Vai fazer o que eu te disse. Anda logo.
Sai e fui para meu quarto. Tava tudo escuro. Ai eu que caiu a ficha. Minha mãe estava usando velas para poder iluminar o quarto dela. Voltei e peguei umas velas. Quando a luz entrou no meu quarto, eu vi tudo tão diferente. Minhas coisas estavam todas pelo chão. Nada fazia sentido. Nem mesmo esta no meu quarto tinha sentido. Peguei minhas malas e comecei a fazer. Mas o que será que aconteceu?
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