“E quando achamos que tudo pode ficar pior, vemos que nem estamos na metade ainda. Sera que tudo pode ser simplesmente mais um desejo do meu coração? Sera que um dia eu terei a paz tão sonhada? Sera que sonhar é pedir demais?”
Fiquei conversando bastante com a Gabi, ela me contou que depois do acidente o pai, se culpava sempre pela desgraça da filha. Mas que ela nem via assim. Via como uma forma de ser única e especial. O pai quase desistiu de ser policial. So não desitiu por que todos disseram que não era culpa dele.
Gabi: - Ate hoje ele se sente culpado.
Rose: - Entendo. Poxa olha as horas. Já esta tarde, é melhor irmos né?
Gabi: - Verdade.
Nos despedimos. Fui para minha casa. Já estava me acostumando com Naperville. Apesar de ficar no mesmo estado. O clima era totalmente diferente de Chicago. Havia uma brisa de veraneio. E flores. O perfume de flores era abundante na cidade toda. Pode ser por que todas as praças eram cheias de flores silvestres. Mas não importava. Comecei a dar valor nas coisas mais simples da vida. E isso me bastava.
Cheguei em casa. Minha mae, estava na sala cozinha, arrumando uns papeis sobre a mesa. Ela me olhou, sorriu. Tambem sorri para ela. Entrei no meu quarto. Coloquei minha mochila na cama. Olhei novamente a foto da minha familia na mesa.Voltei para sala. Sentei na mesa com minha mae. Era uma coisa que eu nunca tinha feito. Mas tudo um dia tem que mudar, não é verdade?
Rose: - Oi mãe.
Natalia: - Oi amor, como foi o dia?
Rose: - Foi bom mãe. Conheci uma menina muito legal. A Gabi. Nos tornamos muito amigas. – sorri. – Ela é muito legal mesmo, fomos na sorveteria e ela me apresentou um pouco da cidade. E como foi o seu?
Natalia: - Bom filha nosso dinheiro esta quase no fim, mas eu achei um emprego. Bem voce pode não concordar, mas quem sabe não melhore no futuro.
Rose: - Emprego de que mae?
Natalia: - Secretaria pessoal da Srª Castellamare. Ficarei como governanta na casa. Ela era um antiga amiga de minha familia. E quis me ajudar de alguma forma. Começo amanha mesmo.
Rose: - Nossa que bom, mãe.
Realmente eu estava feliz por minha mae. Amanha era feriado. Não teria aula. Então minha mae me convidou para ir conhecer a casa e ajudar ela. Eu aceitei. Esse dia foi realmente bom. Depois de tudo qua aconteceu, hoje eu iria dormir feliz. Realmente feliz comigo mesma e com tudo que tinha acontecido.
O dia amanheceu. Minha mae acordou cedo. Fez um café normal para nos duas. E saimos para o trabalho dela. Pegamos um onibus. E logo chegamos no nosso ponto. A casa da familia Castellamare era menor que minha antiga casa. E muito maior que a minha nova casa. Que ironia né?
Minha mae disse qua a familia era pequena. Dona Sophie só havia tido um filho, João. Mas ele estava em Nova Yorque, fazendo uns teste para a faculdade, e chegaria semana que vem. Minha mae tambem disse que ele era apenas um ano mais velho que eu. Mas que era para me ficar longe dele.
Natalia: - Rose, por favor se mantenha longe da familia ok?
Rose: - Claro mae. Tudo bem.
Minha mae começou seu trabalho. Bom ela so tinha que ajudar as domesticas meio que dando ordens sabe? Era meio tedioso. As veses minha mae ajudava a limpar algumas coisas. Eu cabei me cansado e fui sentar no jardim. Minha mae disse que não teria problemas. Sentei em baixo de uma grande arvore. Dava para ver a casa toda. Era como eu me lembrava da minha antiga vida. As janelas grandes que davam para ver o jardim, e eu acha que era o mundo. Não pensava eu que tinha um muro enorme me separando da realidade.
Todo dia era assim. Eu ia para o colegio e vinha direto para cá. Fiquei nessa rotina mais ou menos duas semanas. A Gabi já tinha vindo comigo aqui. Ela e eu ficamos debaixo da arvore. As empregadas amavam minha mae. Parece que a outra governanta era um demonio em pessoa. E eu sempre ajudava que podia. A arvore se tornou meu refugio. Lá eu ficava oras escrevendo minhas musicas. Bom detalhe depois que tudo aconteceu me voltei para a musica. Me distraia.
A arvore era no lado mas afastado da casa. Do outro lado da casa. No lado direito tinha a piscina. E eu achei ficar longe daquele lado seria melhor. Não queria causar problemas para minha mae. Estava tudo indo bem.
xxx: - Ooh! Me desculpe. Não sabia que tinha alguem aqui.
Olhei. Me virei. Me levantei. Era um rapaz novo. Daria a ele vinte no maximo. Tinha o cabelo castanho. Parecia ter acordado agora. Detalhe era quase meio dia. Sorri, com o meu pensamento. Seus olhos tons de mel, penetrante. Seu cabelo desgrenhando dava a ele um jeito todo angelical. Seu sorriso era fora do comum. Único! Especial! Perfeito. Poderia ficar aqui somente olhando para ele e tudo bem para mim. Seu corpo era de uma formosura nunca vista. Tinha o corpo atletico, mas não demais. Tudo sobe medida.
xxx: - Tudo bem? Voce esta bem moça?
Foi então que me dei conta. Estava ao ponto de babar.
Rose: - Aaaah. Ola. Estou bem sim. Acho que o sol me deu uma tontura. Desculpe.
xxx: - Tudo bem. Qual o seu nome?
Rose: - Rose. Rose Lopes. E o seu?
xxx: - Sou João.
Rose: - Voce é o famoso João.
João: - Uii nem sabia que eu era famoso – riu.
Rose: - Digamos que sim. Todos falam de voce por aqui na casa. – sorri.
João: - Bom. Verdade é bom saber disso. Desculpa se te atrapalhei, sempre me sento embaixo dessa arvore para ler, ou pensar. Mas acho que já tem uma nova dona.
Rose: - Imagina. Eu não sou dona de nada aqui. Se quiser eu saio para voce puder ficar socegado.
João: - Fique. Bom acho que a sombra da para nós dois não é verdade?
Rose: - Se voce acha isso. – me sentei e ele ao meu lado, sorri.
João: - Então voce é a filha de Dona Natalia né?
Rose: - Sim. E voce é filho da Sophie. – ri
João: - Isso mesmo. – riu.
João: - Quantos anos tem a mocinha?
Rose: - Nossa! Ninguem me disse que eu era uma mocinha. Tenho dezessete. E voce mocinho? – sorri.
João: - Tuchê! Não sou mocinho. – sorriu – Tenho dezenove. Estuda?
Rose: - Sim. No colegio High School Naperville. Acho que voce já se formou não é?
João: - Aaaaah! Assim não vale. Voce sabe tudo sobre mim e eu quase nada sei sobre voce. Bom sim. Eu me formei. De presente ganhei dois apartamentos. Um aqui e outro em Chicago.
Rose: - Por isso que quase não te vejo aqui. Não é?
João: - Sim. Eu fico mais no ape do centro. Como voce deve ter visto aqui é muito parado. Ae eu fico mais la. Mas as vezes venho para cá.
Rose: - Entendo. Deve ser legal morar sozinho né?
João: - É sim. Voce nunca morou sozinha não é?
Rose: - Não. Não tive oportunidade. Historia longa.
João: - Rose. Voce é a filha do Jorge Bittencourt não é?
Rose: - Como voce sabe?
João: - Na epoca do escandalo eu estava em Chicago. Sai sua foto em todos os lugares. Não quis comentar nada antes. Mas eu te entendo. Pode contar comigo sempre, ok?
Do nada ele me deu um abraço. Me pegou desprevenida. Seu perfume era diferente. Amiscar com alguma outra coisa. Eu não sabia identificar. Era gostoso estar em seu abraço confortante. Da mesma forma que ele me abraçou e me soltou. Ele me olhou e sorriu.
Olhei para ele confusa. O que aconteceu ali? Ele estava sorrindo e parecia realmente feliz. Eu não entendia ele. Mas para mim tudo aquilo estava bom, pela primeira vez tudo paracia estar no lugar. A Gabi e o João estavam me fazendo realmente bem.
Rose: - O que foi isso?
João: - Ah! Não sei. Senti que devia te dar um abraço e dei. Não gostou?
Rose: - Não. Ou melhor sim. Ahhh ! Eu não sei. Fiquei confusa. – corei.
João: - Calma Ró, eu não sou um bicho papão não, ok?
Rose: - Imagina voce ser um bicho papão. Então eu seria uma bruxa. – sorri.
João: - Como eu não sou um bicho papão, voce não é uma bruxa ok?
Rose: - Ok.
João: - Amigos?
Rose: - Huuum. Eu não sei se devo.
João: - Como assim? Não sabe se deve. Não entendi. – me olhou profundamente que quase enfartei.
Rose: - Aaaaah! Eu não sei. Tipo... – comecei a pensar.
João: - Tipo?
Rose: - Tipo que eu acho que não ficaria bom para voce andar com a filha de uma empregada.
João: - Rose, realmente não creio que voce acredite nisso.
Rose: - Mas é a verdade. Hoje minha mae é empregada da sua. E isso pode afetar sua imagem não é verdade?
João: - Rose eu não ligo para as aparencias. Eu ligo para o que a pessoa pode me oferecer.
Rose: - E o que eu posso oferecer para voce? Nada!
João: - Claro que pode. Sua amizade para mim já é muito. E eu não ligo se voce ser uma princesa ou uma plebeia. Para mim tanto faz, ok?
Ficamos sentandos conversando por bastente tempo. Falavamos de muitos assuntos. E sua grande maioria todos eram muito pararecidos. Tinhamos muitos pontos em comum. E a presença dele tambem agradava muito, a tarde passou rapida. Como um foquete. Fiquei mais alguns minutos e logo entrei para dentro da casa para ajudar a minha mae. A minha mãe estava preparando umas compras. E ajudando a cozinheira.
Natalia: - Filha, me ajude aqui por favor.
Me aprosimei do canto em que minha mãe estava.
Rose: - Tudo bem mãe. O que voce quer que eu faça?
Natalia: - Pegue aquelas sacolas ali.
Rose: - Aqui mae.
Natalia: - Rose, sera que voce é burra ou o que?
Rose: - Como assim mae? Não pegue as sacolas certas é isso?
Natalia: - Não é isso e voce sabe muito bem do que eu estou falando. Deixa de se fazer de santa.
Rose: - Pera! O que eu fiz? Por que tudo isso?
Natalia: - Rose, já disse que não queria voce conversando e nem se envolvendo com ninguem da casa. E muito menos do filho da Sophie.
Rose: - Como assim mae? Eu não fiz nada. – E pela primeira vez eu não tinha feito nada mesmo. – Serio mae! Eu não fiz nada. Ele que sentou ao meu lado. Voce mesma ve que a arvore que me sento é no canto mais recluso da casa.
Natalia: - Eu vi voce fazendo chamer para ele. Não venha me dizer que não eu vi. Quero voce longe dele. Entendeu? Me prometa!
Rose: - Prometo!
Terminei de ajudar a minha mae em silencio. E ela tambem não disse nada. A cozinheira nem olhou para nós. Era obvio que ela ouviu tudo. Mas não disse nada e nem se mecheu do local onde estava. Me sentei na mesa e fiz minhas lições ate minha mae já esta na hora de sair.
Fomos para casa. Aquele tinha sido mega estranho para meu gosto. Logo que chegamos minha mae foi fazer as contas. Sentou na mesa e eu tambem. Haviamos economizado muito durante todo o mês. E eu estava doida para pelo menos tomar outro sorvete com a Gabi. Ela sempre me chamava para sair, mas eu sempre estava sem dinheiro. Algumas vezes ela pagava para mim. Mas eu não suportava que isso acontecesse.
Natalia: - É ainda vamos ter que nos apertar mais um pouco. As coisas vão melhorar. Voce vai ver filha.
Rose: - Voce sempre esta dizendo isso. As veses que eu acho que nunca vai melhorar. Não estou suportanto mais isso. Para mim chega!
Natalia: - E o que voce quer que eu faça? Roube?
Rose: - Não sei! So não aguento mais isso.
Natalia: - Eu não tenho culpa pelas burradas de seu maldito pai!
Me levantei da mesa e fui direto para meu quarto. Ouvi minha mae gritando e chingando. Deitei e comecei a chorar. Fazia tempo que eu não chorava. Minha vida estava um droga. E tudo era culpa de meu pai. Lembrar dele me machucava muito mais do que eu queria. Não suportava saber dele. As vezes minha mae mandou algumas cartas e meu pai respondia. Mas eu não me importava com ele. Queria que ele morresse.
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